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Não Sei Por Onde Começar

Tópicos não programados mas actuais e com algum interesse. Atreve-te!

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Sex | 07.12.18

Quando pagas porque queres e porque a tua consciência assim o diz

Ana Silva

Desde Agosto de 2017 que o mundo do trabalho tem sido uma roda viva para mim.

 

Estava numa empresa desde Janeiro de 2015 a trabalhar. Comecei num departamento ao qual me habituei e que achei a minha verdadeira vocação. Não sei se já vos tinha dito, mas sou agente de viagens. Sim, ainda existimos apesar do mundo a Internet ser um mar de rosas (#soquenão) para alguns. Com as constantes mudanças que foram surgindo, comecei a não me identificar com a empresa (não com o trabalho em si que me custou horrores sair).

Assim, em Agosto de 2017, surgiu uma oportunidade que achava que ia gostar. Era algo novo, que nunca tinha feito e decidi aceitar o desafio. Foram três meses de infelicidade completa. Era uma empresa só de mulheres. Algumas já estavam lá à anos e a patroa era má, sim, má. Chegou a gritar comigo à frente de toda a gente, a chamar-me literalmente incompetente e eu devia estar naqueles dias sensíveis que desatei a chorar por completo. Escusado será dizer que assim que tive a primeira oportunidade saí de lá.

Mais uma vez, em Dezembro 2017, comecei noutro local, noutra empresa. O pessoal era maravilho (ainda hoje morro de saudades delas), o trabalho era razoável e fazia também o que gostava com a diferença de estar com atendimento direto ao público.

Do nada, não estando à procura, contactaram-me e apresentaram-me uma proposta bastante melhor do que tinha e resolvi mais uma vez aceitar. Saí da empresa onde estava, ainda tive de pagar por ter saído, mas saí de cabeça erguida.

 

Isto tudo para vos falar sobre a época natalícia em cada empresa:

- na primeira empresa, existe um "grupo" que trata de todos os eventos da empresa. São pessoas que se voluntariam e que gerem os convites, os prémios e também os jantares de natal. Todos os anos tínhamos um e cada um em um local diferente. E quem pagava era a empresa, oferecendo assim uma espécie de prenda de natal aos seus funcionários;

- na segunda empresa, não cheguei a passar o natal;

- na terceira empresa, como entrei em Dezembro tive direito a jantar de Natal. Este jantar foi organizado também pela empresa e mais uma vez foi um jantar oferecido pelos patrões e inclusive, a patroa deu-nos a cada um de nós um presente. Segundo sei, todos os anos recebem um cartão com um valor do El Corte Inglês, mas eu como era o primeiro ano, tive direito a um perfume. Soube bem o jantar e o presente;

- na empresa onde estou agora, nada disso acontece. Existe um jantar de natal, mas quem paga somos nós, funcionários. Sim, nós. Pagamos para estar com as pessoas que convivemos (ou não) todos os dias e que muitas vezes nem uma palavra nos dirigem. Escusado será dizer que muita gente não vai e que se ouve bocas a dizer "se eu quisesse pagar um jantar, é quando eu quiser e com os meus amigos". Realmente existe um pingo de verdade nisto. Se é um jantar de natal, se é um jantar de empresa, porque têm de ser os funcionários a fazer o pagamento? Porque é que a empresa (que por sinal até é bastante grande) não paga o jantar? Depois ainda escolhe restaurantes chiques, com glamour e numa marina para irmos jantar.

Não me estou propriamente a queixar porque vai quem quer, logo pagar quem comer, no entanto penso que não seja o correto. Eu decidi ir porque sou nova na empresa e quero ver o ambiente, quero ver como as pessoas se comportam e o que acontece. Depois tiro as minhas próprias conclusões e pensamentos.

 

E é isto que tenho para partilhar convosco hoje. E como é o Natal na vossa empresa?

Existem jantares? Convívios?

 

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